segunda-feira, 9 de julho de 2012

Aprender uma segunda língua


Os adultos se sobressaem em comparação às crianças em muitas tarefas, mas certamente aprender uma segunda língua não é uma delas. Mas por que isso acontece?
Hoje é muito comum encontrar como requisito para um bom emprego, saber uma segunda língua. Porém muitos não tiveram a chance de serem apresentados à esta, ainda jovens, e encontram dificuldades para conseguir aprende-la atualmente.
As crianças se tornam rapidamente eficientes em se comunicar. Elas nascem com estruturas cerebrais para aprender e processar a língua em que é exposta. E é por este motivo, que conseguem aprendem mais facilmente do que os adultos, uma segunda língua. Aos 6 anos de idade, uma criança, sabe em média, cerca de 8000 palavras.
Especialistas em linguagem falam que a criança deve ter o contato com outra língua até o inicio da puberdade, caso contrario terá maior dificuldade em falar depois. Possivelmente, a prontidão biológica para aprender a língua materna também facilita a aprendizagem de uma segunda língua pela criança, porque são utilizados os mesmos circuitos e funções cerebrais. Além disso, há alta plasticidade cerebral na criança, pois os circuitos neurais ainda não são tão específicos, ou seja, não estão “prontos”, estão mais abertos à aprendizagem e à modificação.
A habilidade da pronuncia também tende a cair conforme a idade do inicio da exposição a essa segunda língua aumenta. Quanto mais velha a pessoa, maior a dificuldade de pronunciar sons dessa língua, e também mais difícil de amenizar o sotaque da sua língua materna. Alguns pesquisadores acreditam que isso acontece porque quanto mais velho se fica, menos plástico o cérebro é.
A motivação para aprender também tem alta correlação com o nível de proficiência linguístico. Uma pessoa motivada é aquela que se esforça, persevera, mesmo diante das dificuldades, e que é reforçada com o sucesso e desapontada com o fracasso.
O tempo de exposição á língua também é importante. Visitar ou morar no país estrangeiro, ou incorporar o idioma na rotina estudando um pouco todos os dias, lendo jornais, revistas, vendo filmes, escutando musica, enfim todo contato com a língua é importante para um melhor aprendizado.
Isso tudo não significa que o adulto não pode aprender. Os adultos costumam possuir estratégias de aprendizagem mais eficazes do que as crianças, o que pode compensar a desvantagem biológica.
Apesar da idade ser um importante fator para o aprendizado de uma segunda língua, os estudos, esforços, motivação, quantidade de exposição à língua e qualidade do ensino também influenciam muito no aprendizado. 


FONTE: Psique Ciência e Vida. Ano VI, no 77.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Alunos tornam-se guardiões da escola em Rio Fortuna

Hoje a postagem do blog é especial. Publico aqui a reportagem feita por jornal de circulação regional (Folha do Vale) à respeito de um projeto piloto desenvolvido em nossa escola (parceria com Cerbranorte).


Projeto incentiva alunos do 5º ano da Escola Professor José Boeing a cuidar, de forma cooperativista, da unidade escolar
 
Os intervalos de aula na Escola Municipal Professor José Boeing, em Rio Fortuna, não são mais os mesmos. Através do Projeto Guardiões, os alunos agora se sentem responsáveis pela unidade de ensino e estão sempre alerta para manter a ordem na escola.
O projeto “Guardiões da Escola” é desenvolvido desde o início deste ano e surgiu depois a aplicação do Programa Cooperjovem, realizado pela Cooperativa de Eletrificação de Braço do Norte (Cerbranorte) na escola. A intenção da direção e dos professores da escola quando pensaram o Guardiões era despertar nos alunos  os valores do cooperativismo: cooperação, voluntariado, solidariedade, autonomia, responsabilidade, democracia, igualdade, honestidade e ajuda mútua. “Selecionamos para iniciar o projeto alunos do 5º ano matutino e vespertino, por serem a turma de maior idade na nossa escola e serem capazes de desenvolverem esta responsabilidade”, Gisela da Silva, que é a psicóloga que desenvolve o projeto. 
De acordo com Gisela, num primeiro momento a escola trabalhou com os alunos através de dinâmicas, trabalhos em grupos e individuais, discussões. Em seguida os alunos passaram nas demais turmas do ensino fundamental para esclarecer qual seria o trabalho dos “Guardiões” na escola. “A escola confeccionou coletes para os ‘Guardiões’, para que pudessem ser identificados pelos outros alunos no horário do intervalo. A cada semana um grupo de 4 a 6 alunos são responsáveis por serem os ‘Guardiões da Escola’”, explica a psicóloga.
O papel do “Guardião” é cuidar da escola, para que ela seja um espaço de boa convivência e aprendizagem. Eles zelam pelo cumprimento dos direitos e dos deveres dos alunos. Também dão exemplo de bom comportamento e orientam os demais alunos, a agirem de maneira correta e respeitosa dentro da escola.
 
http://www.folhaojornal.com.br/alunos-viram-guardioes-de-escola-em-rio-fortuna 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Homenagem especial ao dia das mães.


Para você Mãe!!!
            
Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.
Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.
Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar...
Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.
Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito.


(Trecho do livro Minha mãe, meu mundo) - Anderson Cavalcante

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Escola e Pais


Pais educam, escolas ensinam: apregoa um velho provérbio. De fato, é um erro atribuir à escola a total responsabilidade pelo  desempenho escolar das crianças. Pesquisas em todo o mundo mostram que o envolvimento da família na vida escolar dos filhos é vital para o desenvolvimento deles. A parceria pais + professores é considerada tão importante que governos pelo mundo inteiro investem em medidas para incentivar a presença dos pais na rotina da escola. Em Nova York (Estados Unidos), onde medidas fizeram com que a cidade fosse considerada um dos sistemas com trajetória de forte melhoria no mundo, segundo relatório da consultoria Mckinsey, de 2008, existem políticas publicas especificas para estimular a participação dos pais.
No Brasil, O MEC, secretarias estaduais e municipais começam a se engajar nessa luta para envolver a família. As escolas brasileiras mais bem colocadas no Ideb (Índice de desenvolvimento da educação básica) também tem estratégias para atrair os pais para dentro da escola.
A participação é importante, sim, e por isso o trabalho dos pais precisa ser em sintonia com a escola. E nada melhor, do que uma conversa (ou várias) com o professor e com a escola da criança para descobrir como ajudar. “A família tem de contar com a escola para cuidar dos filhos, mas essa responsabilidade deve ser compartilhada. Senão, vira um jogo de empurra-empurra e quem sofre é a criança”.
Muitos pais, no entanto, podem sentir-se constrangidos em questionar os professores sobre a vida da criança na escola. O motivo, muitas vezes, é desconhecido. Demonstrar interesse pelo aprendizado do filho, independente do nível socioeconômico, é o primeiro passo para que ele melhore na escola. Mesmo que não tenham estudos, os pais podem sim, conversar com a escola.
Saber a melhor forma de se comunicar com a escola e também como ela vai responder é fundamental. Assim, dá para entender como a escola se relaciona com os pais, com que freqüência organiza reuniões, como notifica e até como procede em caso de acidentes. “A família precisa saber a quem recorrer e como agir diante de brigas do seu filho com colegas, dificuldades de entendimento da matéria, entre outros”, diz a psicóloga Ana Inoue. A comunicação pode ser feita via agenda, bilhetes ou telefone. Mesmo assim, os pais podem ligar para a escola, ou ir até ela, quando acharem necessário.


segunda-feira, 26 de março de 2012

Como estimular seu filho a escrever

 Para qualquer lugar que se olhe é possível perceber: vivemos em um mundo letrado. Nomes de lojas, indicações no trânsito, anúncios, destinos de ônibus, embalagens de produtos, na caixa do brinquedo, no videogame, as letras estão por toda a parte, dentro e fora de casa. E por isso, o contato das crianças com a escrita acontece muito antes de isso ser trabalhado formalmente na escola.

São os pais, portanto, os primeiros a terem a oportunidade de apresentar esse maravilhoso universo a seus filhos e ajudar a tornar a escrita, mais do que algo prático, em um prazer. Não se trata, no entanto, de assumir a missão de ensinar o filho a escrever. Apenas criar (e manter) uma boa base para o trabalho que a escola fará depois.

"Tão importante quanto um ambiente que seja favorável e estimule a curiosidade é o respeito ao ritmo da criança. Não é saudável a ansiedade em ver o filho escrevendo precocemente, pois isso gera uma pressão que poderá levar a um desinteresse mais para frente", comenta Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Mesmo após o período de alfabetização, há muito o que fazer em casa. "É preciso trazer a escrita para a rotina e envolver a criança em situações nas quais ela é utilizada", defende Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília).


Dicas retiradas do site "Educar para Crescer", para saber mais acesse: 
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/8-dicas-filho-escrever-679120.shtml

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Volta às aulas sem crise

É muito comum crianças e adolescentes terem dificuldades para entrar no ritmo escolar após passar as longas férias de verão distante do ambiente escolar, seja em casa ou viajando. Mas saiba que, mais do que possível, é muito importante que seu filho comece o ano bem motivado.

O primeiro passo é tranquilizá-lo, já que um novo ano costuma ser a causa de muita ansiedade.  Cabe também a você, como pai, se avaliar. "Será que não sou eu mesmo a causa de grande parte da ansiedade de meu filho?". Muitas vezes não acreditamos que na escola nosso filho terá a mesma atenção e carinho que recebe em casa. Tente se tranqüilizar, para passar este sentimento de confiança ao seu filho. "A escola é o melhor lugar para seu filho estar. Lá, ele conquista independência e autonomia". Confie nos profissionais de sua escola. Converse com eles e esclareça suas preocupações.  
Algumas crianças e jovens têm mais dificuldade do que outras para voltar ao ritmo, aceitar mudanças ou lidar com a rejeição. Caso você note uma alteração muito brusca no comportamento do seu filho, como agressividade ou desânimo, busque ajuda especializada junto à escola.
Nada de mudanças bruscas. Se o seu filho viu muita televisão nas férias e você quer que ele diminua a quantidade durante o período de aulas, tem de fazer isso aos poucos, pois as crianças sofrem mais com mudanças radicais. Vá diminuindo o tempo diário de TV gradualmente. O mesmo vale para as horas de sono, o horário de acordar, o tempo para brincar... Faça tudo aos poucos, de modo que seu filho não sinta que simplesmente parou de se divertir porque as aulas recomeçaram.
É importante que tanto você quanto seu filho criem uma rotina de atividades que deve ser seguida até o fim do ano. Isso porque durante a vida escolar, as lições de casa, os trabalhos e as provas se tornam cada vez mais frequentes, exigindo dos alunos organização e planejamento. A falta de uma rotina pré-estabelecida muitas vezes compromete o aproveitamento do seu filho na escola.

Isso inclui o horário para levantar, ir à escola, fazer as lições, dormir. Mas você também deve ter o hábito de conversar sobre o cotidiano da escola - o que foi ensinado naquele dia; que tipo de trabalhos foram feitos com os colegas - e deve impedir que a criança falte às aulas ou deixe de cumprir as atividades no horário em que foram combinadas.

Seja firme. Por mais que seu filho choramingue, não queira acordar cedo e sinta falta das férias, não ceda. A adaptação à rotina depende da sua postura como mãe ou pai.


FONTE:www.educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

INTERNET Rede com proteção

Criança pode ter perfil no Facebook? E se ela cair num site pornô? Internet e redes sociais não param de propor novos desafios a pais e educadores 

Todos os dias chegam à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro casos de crianças vítimas de crimes na internet. Um deles chocou particularmente os investigadores: o de uma menina de apenas 12 anos que, ao navegar na rede, conheceu uma "amiguinha", identificada como "Patricinha12", com quem passou a compartilhar segredos e complexos. Após exibir pela webcam os seios, que considerava pequenos demais, para a suposta companheira virtual - na verdade um pedófilo -, passou a ser chantageada. Na tentativa de se livrar das ameaças, como o envio das imagens captadas para sua rede de amigos, a garota se submeteu a todo tipo de ordem do criminoso. O caso, ainda em fase de apuração, ilustra os riscos a que estão expostas crianças que usam a rede virtual sem orientação ou supervisão dos pais. "O fato de o filho estar em casa não quer dizer que ele está protegido", lembra a advogada Patricia Peck, idealizadora do Movimento Criança Mais Segura na internet.

As crianças brasileiras são as que mais ficam online, passando em média 18,3 horas conectadas por semana, segundo dados da empresa Norton, que no ano passado fez uma pesquisa com cerca de 7 mil adultos e 2,8 mil crianças e adolescentes, entre 8 e 17 anos, em 14 países. O estudo resultante, o Norton Online Family Report, detectou que 60% dos internautas mirins tiveram experiências negativas, mas somente 45% dos pais perceberam. E deixou claro que é necessário ter interesse em saber o que os filhos andam fazendo no ciberespaço. Mesmo pais analfabites, que não dominam a tecnologia, podem rastrear numa conversa uma ameaça virtual. A menina não contou a ninguém o que estava acontecendo por medo de ser punida. O caso foi descoberto pela pediatra, com quem se abriu. "A criança tem que ter confiança nos pais para pedir ajuda", destaca a psicóloga Maria Inês Bittencourt, professora do Departamento de Psicologia da PUC-Rio.
Fale com eles

Muitos pais ensinam os filhos a não conversar com desconhecidos nem revelar nome e endereço. E quando se trata de internet? É básico instruir a criança a não encontrar um amigo que conheceu na rede sozinha nem abrir a câmera para estranhos. Ela não deve clicar em tudo que vê, já que pode baixar vírus, acessar conteúdo inadequado e cair em golpes virtuais. O ideal é que até os 10 anos navegue com um adulto por perto. Criado em 2009, o Movimento Criança Mais Segura (criançamaissegura.com.br) orienta sobre o uso prudente e ético da internet.

Como alertar sobre as más experiências online? "Tem que explicar num papo aberto que existe de tudo na internet, inclusive coisas perversas e feias", ensina Maria Inês, a favor de que os pais limitem o tempo de uso do computador, que não deve ser instalado no quarto da criança. Ela é taxativa: os pequenos não devem entrar em sites de relacionamento. "Isso os expõe a situações que não têm condições de entender. Colocar fotos, então, nem pensar! Só a partir da adolescência", afirma. Mesmo depois dos 12 anos, faça questão de conhecer os amigos virtuais do seu filho.

O melhor filtro é você

Pais que desejam conferir as páginas visitadas pelos filhos podem se valer de procedimentos simples, como clicar no histórico do navegador. Segundo Patricia, outro jeito rápido de saber o paradeiro das informações da criança na internet é fazer buscas periódicas colocando o nome dela e ver em que páginas aparece. No Google é possível achar textos e imagens.

O mercado oferece ferramentas capazes de filtrar conteúdos impróprios, monitorar os pequenos em sites de relacionamento e realizar buscas. Os filtros mais modernos possibilitam que o login seja feito de qualquer máquina para o rastreamento das atividades em tempo real..

Para a psicóloga Maria Inês, os filtros são importantes e devem ser instalados com o conhecimento das crianças. "A mãe precisa explicar que nem tudo é adequado. Seu filho pode até ficar chateado, mas acabará entendendo", diz. A mesma recomendação vale em relação aos adolescentes. Por mais que você vigie e explique, é impossível ficar 24 horas ligada nos passos virtuais de seu filho. E se descobrir que o garoto passou a noite toda em sites pornográficos? "Deve conversar com ele", aconselha Helen Sardenberg, delegada titular da DRCI-Rio, lembrando que os melhores filtros são a vigilância e o diálogo.

Tenha mais informações no site:

FONTE:  http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/rede-protecao-634939.shtml em 10/01/2012