Há
um grande desconhecimento em relação à importância da função paterna dentro da
família. Nas relações entre mãe e pai, existe uma dinâmica que é alterada com a
vinda de um filho. Por outro lado, o pai tem uma função muito importante na
formação da personalidade e no aspecto emocional da criança.
Existem
diferenças entre o papel e a função de pai. O papel está mais voltado para
as expectativas sociais, culturais e morais de como o pai deve se comportar em
relação à sua família e seu filho. Inclusive, do ponto de vista legal, há uma
lei, que está tramitando no congresso, que irá permitir aos filhos que
processem seus pais por ausência afetiva, por falta de amparo afetivo. Porém,
esses aspectos são relativos ao papel do pai, é o que se espera que o pai desempenhe.
A função do pai diz mais respeito à
formação emocional e da personalidade da criança.
A falta do pai é sempre prejudicial. Entretanto, a mãe
pode exercer certas funções paternas. Neste sentido do limite, a mãe pode
exercer em relação ao filho uma separação, dizendo para ele que também tem
outras responsabilidades, mesmo na ausência do pai. Já a ausência do pai, como
modelo, pode trazer uma série de fantasias e consequências, mais ou menos
sérias, dependendo do convívio da criança com outras figuras masculinas. Se a
criança tiver uma variedade de figuras masculinas para se identificar, o
problema se dilui um pouco. Se não tiver, se o convívio for apenas com a mãe ou
com figuras femininas, o problema aumenta, na medida em que não tem modelos
para se projetar.
Caso sinta necessidade, procure um profissional de psicologia para orientar.
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