quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tudo sobre o sono do seu bebê



Com certeza você já ouviu falar de bebês que dormem a noite inteira. E morreu de inveja dessas mães sortudas. Mas será que é só uma questão de sorte? Não. Para chegar lá, é preciso estabelecer uma rotina e esperar pela adaptação. Mas calma lá: “a noite inteira” para os bebês significa, no máximo, seis horas de sono, e isso vai acontecer quando eles já tiverem alguns meses de vida. Recém-nascidos não têm um sono contínuo porque eles precisam se alimentar a cada três horas, mais ou menos. O importante é começar a preparar seu filho desde os primeiros dias para ter uma rotina de sono, adaptando-o aos pouquinhos ao mundo que ele acaba de conhecer a aos horários da família. Consultamos alguns especialistas para ajudar você e ao seu bebê a ter uma ótima noite de sono.

Colo, não!
Nas primeiras semanas, o bebê costuma dormir logo depois de arrotar, o que implica em quase sempre adormecer no colo. Mas é preciso ir aos poucos mudando essa prática. “O bebê que adormece no colo espera acordar no colo”, aponta a psicóloga consultora da Pampers no Brasil. O nosso sono é formado por ciclos, que podem durar em média 60 minutos. Quando passamos de um ciclo para o outro, é normal que a gente acorde por um momento. Se o bebê adormecer no colo, quando ele estiver passando de um ciclo para o outro, pode se assustar ao reparar que não está no mesmo lugar onde adormeceu. Esse é um dos motivos dos bebês acordarem tanto à noite. Então, nada de ficar com a criança no colo até que ela caia no sono. É muito importante que você coloque-a para dormir no berço ainda acordada. A gente sabe que não é fácil, mas isso também evita que ela se acostume a dormir apenas com a mãe ou o pai ao lado.

Estilos de soneca
Cada criança tem um jeito de tirar as sonecas, e isso pode mudar ao longo do tempo.  No geral, as sonecas ocorrem em quatro momentos (uma ao acordar, outra antes do almoço, a seguinte depois do almoço e a última no final da tarde) e vão diminuindo até que reste apenas a de depois do almoço que dura em média 60 minutos. “O cochilo após o almoço se mantém por mais tempo e muitos especialistas a recomendam por toda a vida, pois em um adulto esse hábito diminui em até 15% o risco de ataques cardíacos”, diz a psicóloga Renata.

Cólica, a inimiga do sono
Nos três primeiros meses, muitos bebês têm cólicas, acompanhadas de uma crise de choro que parece não ter fim. O choro costuma ser mais alto e estridente do que o normal.  Perceba os sinais de dores físicas, como a flexão das pernas e a contração do abdômen - eles ajudam a identificar se é ou não é cólica. É muito importante também investigar se o bebê não tem nenhum tipo de alergia ou intolerância a algum alimento que pode ser transmitido através do leite materno.
Se este não é o caso, boas notícias: a cólica costuma sumir no terceiro mês de vida do bebê. Mas, enquanto isto não acontece, utilize truques para fazer o seu pequeno dormir. Mantenha um ambiente tranquilo, seguro e acolhedor para o bebê, sem excesso de estímulos e passeios noturnos. O banho morno antes do sono diminui os níveis de cortisol (um dos hormônios do estresse) no sangue e relaxa.  Mas a principal dica é você descobrir o que realmente tranquiliza o seu filho. Há bebês que se acalmam ao ouvir uma música, por exemplo, ou com o barulho de um ventilador... Pois é! O negócio é descobrir qual é o seu caso.

Sonecas descontroladas
Não importa a hora do dia e da noite, os bebês podem dormir, sem mais nem menos. Isso acontece porque o relógio biológico deles nos primeiros meses ainda não está formado. No útero, tudo era escuro, e para o feto não havia diferença entre dia e noite. Até agora, ele ainda não sabe que isso mudou.
Como a digestão do leite materno é muito rápida, as crianças menores têm uma demanda muito acelerada por comida. É como se, mais ou menos a cada 3 horas, os bebês “reiniciassem o sistema”, e encarassem realmente como um novo dia, em que precisam mais uma vez comer, arrotar, interagir com o mundo e então dormir novamente. Conforme os meses vão passando, o bebê consegue permanecer acordado por mais tempo, começando a tirar sonecas. E assim, conforme as horas de sono noturno aumentarem, as horas de sono diurno vão diminuir.

Aprenda os sinais
Deixe que o corpo do seu pequeno determine a hora de tirar um cochilo. Fique de olho nos sinais, como irritação, olhos vermelhos, movimentos ritmados, mau humor, agressividade, olhar parado e choro sem causa.
Ao reparar que ele está com sono, mesmo que não seja no horário habitual, deixe-o dormir. Se não, ele pode ficar agitado e reclamão, e isso pode refletir em seu sono à noite. Preste atenção naquela soneca de cinco minutos durante a amamentação ou durante um passeio de carro. Ela inibe a sensação de sono dos bebês, mas não o sono de verdade. Só o bebê pode saber quando precisa dormir, e impedi-lo ou acordá-lo antes da hora pode desregular tudo. Lembre-se disso mesmo naquele dia em que você chega tarde do trabalho e está louca para pegá-lo acordado.

Rotina é essencial
Mesmo para os recém-nascidos é importante uma rotina diária. Ela traz a segurança que o bebê precisa para conseguir relaxar e se desligar dos pais na hora do sono. A partir da sexta semana, o bebê já está apto a entender como ela funciona. Ainda que ele não durma a noite toda, consegue saber que há um horário “oficial” de dormir.
O certo é adaptar o bebê a sua rotina, e não o contrário. Devemos respeitar o relógio biológico das crianças, claro, mas é possível adotar algumas estratégias para que ela vá se encaixando aos poucos nos horários da família.
Durante o dia, deixe as janelas abertas permitindo maior entrada de luz e ruídos. “Com a noite chegando, dê dicas de que aquele horário é para dormir. Atente para que a mamada da noite tenha um intervalo razoável da hora do sono”, recomenda o pediatra Gustavo Moreira. O banho pode ser dado sempre no mesmo horário, como parte do ritual de dormir. Ele pode ser usado como um marco para o bebê entender que esse é o início de um processo que culminará no sono. Depois do banho, coloque o pijama, abaixe a luz, diminua o ritmo da sua fala, leve-o para o berço, cante uma música e finalmente desligue a luz. Luminárias com lâmpadas azuis podem contribuir para um sono tranquilo. Adote esse ritual todos os dias

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

ADAPTAÇÃO ESCOLAR



Como agir (e como não agir) no período de adaptação na escola, uma fase tão importante na vida do seu filho




O primeiro dia na escola é sempre difícil. Não à toa, ganhou até um nome: adaptação. Adaptação dos filhos, que chegam a um ambiente novo, diferente e desconhecido. E adaptação dos pais, que também sofrem com a ansiedade e o medo da reação da criança. A adaptação escolar é exatamente esse tempo dado às crianças (e aos pais) para que se acostumem à nova rotina.
A partir de agora, o seu filho vai passar algumas horas por dia longe de você, na companhia de adultos e crianças que até ontem ele não conhecia. "É importante explicar a ele exatamente o que está acontecendo: que ele vai para a escola, que vai ter uma professora e amiguinhos novos”.
Para pais e mães, esse é sempre um momento difícil, mesmo que a escolha da escola tenha sido algo muito pensado e ponderado. Muitas vezes, seu filho chora e diz que não quer ficar com a professora. Em outras, não demonstra insatisfação e sequer exige a presença dos pais nos primeiros dias. Como agir em cada um desses casos? Para começar, você deve saber que a adaptação é um momento de transição na vida dele. Por isso, é importante estar tranquilo em relação à escola e transmitir essa tranquilidade à criança. As escolas sempre vão tentar fazer o melhor.
É importante não esconder nada. Explique que ele vai para a escola a partir de um determinado dia, que você vai levá-lo, vai buscá-lo e que o acompanhará no início. Fale dos novos amiguinhos que vai fazer, da professora, de como é a escola e o que acontece por lá. Mas é importante não exagerar, não falar como se ele estivesse indo para um bufê infantil, para que ele não fique frustrado. Nessas horas, nada como uma boa conversa.
Para o pai e a mãe, a adaptação começa conhecendo a escola que seu filho irá estudar. A família tem que conhecer os rituais da escola, frequentar as reuniões que antecedem o início das aulas e abrir um canal de comunicação com o professor. Além disso, os pais têm o papel de esclarecer, explicar por que ele está indo para a escola, deixar claro que ele vai ficar sozinho lá depois de alguns dias. Não crie falsas expectativas no seu filho. O melhor é dizer a verdade.
É preciso identificar se não é um choro manipulatório, pois há crianças que fazem uso dessa artimanha para impedir que os pais as deixem. Muitas vezes, a criança chora ao ver o familiar se afastando, mas, logo depois, para e começa a brincar com os coleguinhas. Há momentos em que é importante ir embora sem olhar para trás, para evitar que essa situação se arraste por mais tempo. Converse com os professores, coordenadora e psicóloga para decidir como agir em casos como esse. E lembre-se: chorar um pouco em uma situação como essa é até saudável.

Na dúvida, se você como pai ou mãe sentir-se insegur(a) ou angustiado (a), converse com a equipe profissional da sua escola (psicóloga, coordenadora, diretor ou professor) para que seu filho possa ter uma boa adaptação e se desenvolva bem neste ambiente. 

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