terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os Pais na Educação dos Filhos*

 A falta dos pais sofrida pelos filhos não pode ser negada, mas nem por isso a educação deve ser posta de lado.
O que tem atrapalhado bastante a educação dos filhos é a tentativa de os pais compensarem suas ausências através de um grande desejo de atender todos desejos dos filhos, até mesmo os mais inadequados, colocando os filhos como cobradores dos seus sentimentos de culpa.
Ausência física não se compensa com presentes nem com permissividade (permitir que eles façam tudo que desejam). Tais compensações distorcem a educação, pois os pais, no afã de agradar os filhos, comportam-se inadequadamente, aceitando dos filhos o que não aceitariam de ninguém. Assim os pais perdem a autoridade educativa sobre os filhos, gerando indisciplina em casa, prejudicando suas formações.
Os filhos, sem métodos nem regras a seguir, regidos pelo saciar dos seus desejos, tornam-se tão indisciplinados quantas forem suas vontades. O que os filhos estão fazendo em casa, não poderão fazer na sociedade. Portanto, eles não estão sendo educados para serem cidadãos.
Os filhos deveriam, desde já, praticar em casa o que terão que fazer na sociedade. Esta é a verdadeira educação, tendo como uma das bases a disciplina. 
Quando pai e mãe chegam em casa, o que eles mais querem é recuperar-se. Seus corpos e mentes estão cansados.  Jornal, televisão e internet são uma maneira de relaxar o estresse diário. Dar uma ocupação para os olhos enquanto tudo se recupera em paz. Mas o que o filho mais deseja é brincar com os pais. Resumidamente: os pais querem paz, e o filho quer os pais...
O filho, em busca de companhia, faz de tudo para chamar a atenção dos pais.
Os pais precisam encontrar um jeito, seja como for, de dar atenção para o filho no momento em que ele pedir.  Se eles não obterem a atenção dos pais, quando pedem, vão procurar outras formas de ganhar esta atenção (que tanto precisam), as vezes ate mesmo, com comportamentos inadequados.
Se os pais fizerem valer sua vontade com base na lei do mais forte (repreender, agredir, reprimir) o filho sentirá que ele não é seu companheiro. Daí começa a surgir brechas que podem caminhar para o rompimento do relacionamento. O importante para o filho é a convivência e o companheirismo dos pais.
A disciplina, os limites hoje estão um pouco confusos, tantos para os pais e educadores, como para as crianças. A maioria dos comportamentos infantis é apreendida por meio de imitação, da experimentação e da invenção. Quando os pais permitem que os filhos, por menor que sejam, façam tudo o que desejam, não estão lhe ensinando noções do que podem ou não podem fazer. É preciso lembrar que uma criança, quando faz algo pela primeira vez, sempre olha em sua volta para ver se agradou alguém, se foi aprovada nesta atitude. Se agradou, repete o comportamento, pois entende isto como aprovação.
Portanto, cada vez que os pais aceitam uma contrariedade, um desrespeito, uma quebra de limites, estão fazendo com que seus filhos não compreendam, e rompam o limite natural para seu comportamento em família e em sociedade.
A força dos pais está em transmitir aos filhos a diferença entre o que é aceitável ou não, adequado ou não, entre o que é essencial e supérfluo, e assim por diante. Pedir um brinquedo é aceitável, mas quebrar o brinquedo meia hora depois de ganha-lo e pedir outro é inaceitável. É importante estabelecer limites bem cedo e de maneira bastante clara porque, mais tarde, será preciso dizer ao adolescente de quinze anos que sair para dar uma volta com o carro do pai não é permitido, e ponto final, por exemplo. O estudo é essencial; portanto, os filhos têm obrigação de estudar. Caso não o façam, terão sempre que arcar com as conseqüências de sua indisciplina, que deverão ser previamente estabelecidas pelos pais(Isto deve ser combinado entre pais e filhos). Só poderão brincar depois de estudar, por exemplo. No que é essencial, os pais deverão dedicar mais tempo para acompanhar de perto se o combinado está sendo levado em consideração. Os filhos precisam entender que têm a responsabilidade de estudar e que seus pais os estão ajudando a cumprir um dever que faz parte da “brincadeira” da vida.
“Educar” exige dos pais e/ou educadores, tempo e disposição para os filhos. Por que a palavra “tempo” tem sido difícil para muitos na sociedade moderna, ela é necessária para quem deseja ser mais que pai e mãe biológicos, deseja educar seus filhos para a cidadania. Desta forma, educando com amor, e educando para o sucesso.


(Este texto foi construído a partir de trechos de livros de Içami Tiba)

"Ser pai ou mãe é uma condição biológica.
Ser um Educador Familiar é uma opção de vida."

* Texto assinado por: Psicóloga Gisela da Silva

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Espaço de Compartilhamento

Este espaço esta sendo criado com o objetivo de estabelecer mais uma forma de comunicação dentro comunidade escolar, e entre a escola e a família/comunidade. Uma vez que acredito ser fundamental o entreitamento do laço entre estes, para uma boa educação de nossas crianças. 
"Conviver" é um constante aprendizado, aprendemos todos os dias a viver com outras pessoas, com base no respeito e na educação. Sempre podemos aprender coisas novas, com novas pessoas. Ninguém sabe o suficiente, que não possa aprender ainda mais.

Espero que compartilhem deste espaço.

Um abraço...
Gisela da Silva - Psicóloga da Secretaria Municipal de Educação de Rio Fortuna